Renata

Renata

 

Quando tudo começou...

 
Quando nos casamos no início de 2008, uma coisa era certa... queríamos muito ter um filho, mas não contávamos que nos tornaríamos pais tão rapidamente, uma vez que o Glayson ainda esta cursando o ensino superior.
Antes de completarmos um ano de casados, sem mesmo ter sinais de gravidez o Glayson logo desconfiou: “Amor, você está grávida e está esperando um menino!”, eu logo respondi: “Amor, não crie falsas expectativas, vai acontecer, mas não agora”.
Quando desconfiei que realmente poderia estar grávida, compramos o teste de gravidez na farmácia e não deu outra. O Glayson estava realmente certo. O teste deu positivo. No entanto, eu ainda não acreditava que poderia estar grávida, e com receio de criar falsas expectativas, tratei de fazer o exame de sangue o mais rápido possível. No mesmo dia o exame ficou pronto... esperei o Glayson chegar do trabalho, e abrimos juntos o resultado o resultado do exame. Para nossa alegria, e minha surpresa, o exame confirmou exatamente aquilo que o Glayson já sabia. Dentro do meu ventre crescia uma “sementinha”, que para nós sempre representou ser o fruto do nosso amor.
 
A partir daquele dia tudo mudou em nossas vidas e pensamentos, afinal tínhamos uma motivação a mais para que nossos objetivos de vida fossem alcançados.
 
Com a adoção de todas as orientações médicas necessárias, continuei a fazer tudo aquilo que já fazia antes, inclusive a trabalhar. No entanto, ao completar 24 semanas de gestação comecei a passar mal, que ao meu julgar, se tratava de dor no estômago. Pensava que devido eu ser magra, não estava tendo espaço para o bebê e para as refeições... Ao completar 28 semanas de gestação a dor ficou incrivelmente intensa. Assim como da outra vez, a dor veio acompanhada de falta de ar e distúrbios intestinais. Liguei para o obstetra que acompanhou minha gestação, mas não consegui falar com ele. Então fiquei sentindo aquela dor durante uma hora. Depois de passada a dor intensa, resolvi ir para casa, e nem sei como consegui ir dirigindo. Quando já era noite, como o mal estar ainda não havia passado, procurei atendimento de urgência na Maternidade Santa Fé. Para minha surpresa eu estava tendo contrações fortes, e a médica plantonista foi bem clara: “Repouso absoluto, porque senão você terá que ficar internada para segurar o bebê.”
Fui embora para casa assustada e segui a risca as recomendações. Como era fim de semana, apenas na segunda-feira pude consultar com meu obstetra. E as recomendações foram as mesmas.
Fiz o repouso conforme fui orientada. Mas o Caio já não agüentava mais esperar para vir ao mundo e conhecer aqueles que ansiosamente almejavam ver seu rostinho.
 
Quando completei 36 semanas de gestação estava novamente no atendimento de urgência da Maternidade Santa Fé e eu já estava com dois centímetros de dilatação, o que resultou na minha internação para que o Caio nascesse. Acho que ninguém acreditava em minha “fortaleza interna”. As pessoas acham que por ser meiga e doce, não sou forte o bastante para sentir dores, mas eu sabia que sentiria as temidas dores do parto, pois eu tinha certeza que o Caio viria ao mundo de parto normal... Então eu encontrei o Dr. Hemmerson que também acreditou que eu seria uma boa parideira.
O Dr. Hemmerson quis conversar com meu marido, mas ele tinha ido em casa, buscar o talão de cheques para minha internação, pois não contávamos que aquela hora era o momento que mais esperávamos. Então, o Dr. Hemmerson conversou com minha mãe e a explicou que talvez seria necessário o Caio ficar no CTI neonatal, uma vez que o parto seria realizado antes do previsto.
Minha dilatação acontecia de forma rápida e no início da madrugada minha bolsa rompeu. O meu médico me explicou que eu poderia receber anestesia quando eu quisesse, porém, eu não poderia receber muita anestesia para não atrasar o trabalho de parto. Para minha surpresa o Dr. Hemmerson falou com meu marido: “Sua esposa é muito forte, porque as contrações que ela está sentindo são fortíssimas e a aparência dela é de meditação”. Essa frase eu nunca vou esquecer!
 
Por volta das 3 horas da manhã, já na sala de parto, recebi um pouco de anestesia, mas as contrações continuaram fortes... A dor não era maior do que a minha vontade de ver o rostinho do meu filho. E assim, por volta das 4 horas da manhã, com direito a fundo musical em estilo relaxante, o Dr. Hemmerson com voz confortante ia me acalmando e me orientando ao mesmo tempo. O Glayson também recebeu orientações e me ajudou bastante a ter forças para trazer o Caio ao mundo. Não passou muito tempo o Dr. Hemmerson anunciou: “Já estou vendo o cabelinho dele, faz força, de novo. Vocês estão de parabéns, continuem assim, já está quase nascendo” e então ouvimos o chorinho, ou melhor, o chorão do Caio. Assim que ele passou pelos primeiros cuidados pediátricos ele veio para os meus braços para que eu o acalentasse e amamentasse. Para nós esse foi o momento mais especial das nossas vidas.
 
Melhor ainda foi saber que o Caio nasceu bem, e que não precisaria de ficar no CTI. Ele foi para o berçário e logo depois para o apartamento, para ficar no aconchego familiar. Quanto a mim, posso dizer que me sentia hiper bem, conseguia me movimentar, levantar e sentar, sem ter nenhum problema. Sentia orgulho de mim mesma. As enfermeiras diziam que não parecia que eu tinha “parido”, minha aparência era ótima, e eu realmente me sentia ótima.
 
No dia seguinte, após avaliação médica fomos pra casa felizes da vida, com a plena certeza que nossa vida nunca mais seria a mesma. Ainda bem, pois sabíamos que agora realmente teríamos alegria e felicidade em nosso lar, pois nosso motivo maior estava em nossos braços.
 
Renata, Glayson e recém nascido Caio. 28/09/09.

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