Josimara

Josimara

DEPOIMENTO NASCIMENTO DO CAIO – BEBÊ DE JOSIMARA E ADRIANO

 

                                         

Antes de iniciar o relato da magnífica experiência do parto, preciso fazer um breve comentário de como cheguei ao Núcleo Bem Nascer.

Há anos, para ser exata há mais de seis anos, eu consultava com um único profissional e não conseguia imaginar em nenhuma hipótese o fato de ser consultada por outro ginecologista. Foi em Dezembro de 2010, quando eu já tentava engravidar há 9 meses, que recebi a terrível notícia: meu médico parou de atender meu plano de saúde. Na época foi uma tragédia! “Como assim?! Meu médico me abandona no meio de um tratamento?” Pois é, por incrível que pareça, o médico de minha maior confiança me receitou indutor de ovulação sem me dizer do que se tratava pelo simples fato de eu haver solicitado um medicamento para controlar meu ciclo menstrual que, após o término de uso do anticoncepciona,l voltou a ser desregulado. Iniciei então a busca incessante por um novo profissional com a difícil tarefa de substituir meu médico. Em meio a tantas andanças, cheguei ao Dr. Hemmerson, mas o curioso é que a pessoa que me indicou nem sequer sabia do Núcleo, pois ela consultou com ele para um procedimento de retirada de útero, ou seja, completamente diferente do meu objetivo. Porém, ela teceu grandes elogios à pessoa do Dr. Hemmerson, enfatizando sua atenção e paciência. Ainda em dúvida, cheguei a marcar e desmarcar algumas vezes com ele e com outros médicos, até que em janeiro fiz a primeira consulta e nem é preciso dizer que não me arrependi.

Hoje eu entendo que Deus estava aguardando este encontro para me mandar meu maior presente, pois sem tomar nenhuma medicação desde dezembro, no fim de fevereiro eu engravidei.

Vivi minha gravidez plenamente e sem nenhuma complicação. Tivemos um único susto às 34 semanas de gestação quando tive indícios de parto pré maturo, mas um repouso de 15 dias levou-me até as 36 semanas sem problemas. Nesta semana inclusive voltei a trabalhar. Trabalhei até o fim da 37 semana e trabalharia ainda mais uma se não fosse o grande acontecimento do fim de semana.

No sábado, dia 05/11, eu e meu marido passamos a tarde com a fisioterapeuta Sabrina fazendo uma sessão de parto. Testamos todas as massagens, bola de pilates e Tens. Foi muito agradável e proveitoso, pois preparou meu marido que tinha pânico de hospital e até então ainda não tínhamos certeza se ele teria condições de acompanhar o parto. Depois da sessão de parto ainda tivemos um fim de tarde intenso: passamos no supermercado, lanchamos na casa da minha mãe e fomos buscar as lembrancinhas do bebê na casa da vó do meu marido. Ainda lá, comecei a me sentir cansada e aérea, mas suspeitava que fosse por conta da tarde agitada.

Por volta das 21h00 comecei a sentir uma leve cólica e nos preparamos para voltar para casa. Foi a conta de sentar no carro e senti um jato de líquido quente entre as pernas. Esperei um pouco para falar com o Adriano, pois poderia ser incontinência urinária, mas a medida que o carro andava o liquido saía com mais volume. Então falei: “Dri, ou estou fanzendo xixi ou a bolsa rompeu.” Aí ele esboçou um ar de preocupação e perguntou se devíamos voltar, e claro que eu disse que deveríamos ir para casa para averiguar o líquido. Quando chegamos em casa que me levantei do carro, uma imensa cachoeira jorrou pernas abaixo. Fui direto ao banheiro para tomar um banho e o líquido continuou abundantemente. Enquanto isso, o Adriano ligou para o Dr. Hemmerson dando a notícia e o mesmo pediu que eu ligasse logo após o banho, mas que já ligaria para a Maternidade Santa Fé e para o Mater Dei para reservar quarto nos dois, pois o combinado era decidirmos na hora para onde ir. Assim fiz, e ele me perguntou se, pelos conhecimentos adquiridos pelo curso e pelas nossas conversas durante as consultas, se eu me achava em trabalho de parto.  Era nítido que não, pois não sentia nada...então, ele pediu para eu descansar por duas horas e ligar para ele após isso, pois poderíamos ficar a madrugada toda acordados e eu precisaria de muita energia, mas que ficasse atenta a qualquer sintoma antes disso. E ainda acrescentou: “Lembre-se que na próxima noite você não vai dormir, nem na outra, nem na outra, nem na outra...” RS...rs....

Ficamos eu e meu marido deitados nas duas horas seguintes. Eu não consegui pregar os olhos e ele deu umas cochiladas, mas acordava a qualquer movimento meu. Enfim, o relógio despertou às 00:40. Levantei com muita vontade de urinar e eis que veio a primeira contração. Ela ficou forte e constante por aproximadamente 1 minuto. Novamente banho e ela cedeu. Fiquei muito tempo embaixo da água quente e nada mais aconteceu. Arrumei-me, dei uma última conferida nas malas e nada...Quando já estava pronta para ir para a maternidade, liguei para o Dr. Hemmerson. Me perguntou se havia alguma evolução e respondi que somente uma contração. Então ele disse que iria me examinar em minha casa para ver a situação. Confesso que fiquei impaciente, pois já não via a hora de sair para voltar com meu bebê nos braços.

Enquanto esperava pela chegada do Dr. Hemmerson, as contrações se iniciaram bem aleatoriamente e começaram a ficar mais constantes. Pedi meu marido para marcar o tempo e elas já estavam a cada 1 minuto e meio. Antes que eu pudesse pensar em alguma providência, como um anjo, o Dr. Hemmerson me liga perguntando qual minha verdadeira vontade: ser examinada em casa ou no hospital, pois segundo ele, na nossa última conversa ele definiu sem me perguntar e começou a explicar o porquê de me examinar antes de irmos para a maternidade. A única coisa que consegui dizer a ele foi que enquanto conversávamos eu já havia tido 3 contrações, então, mais do que depressa ele disse: “Agora a  situação é outra. Estou fazendo o retorno e você pode ir para o Mater Dei.”

No caminho para o hospital, as contrações começaram a ficar mais intensas e quando cheguei mais intensas ainda. O Dr. Hemmerson já estava me aguardando e adiantando os procedimentos de internação e á partir deste momento eu perdi a noção de hora. Já estava achando uma eternidade ficar ali no hall do hospital sentindo dor. Sempre muito atencioso, o Dr. Hemmerson me acompanhou nas caminhadas da recepção do hospital tentando me distrair. Antes de entrar no elevador eu já pedi analgesia e o Dr. Hemmerson disse que assim que me examinasse solicitaria.

A dor piorou muito quando eu me deitei para ser examinada e após o exame o Dr. Hemmerson sorriu e disse: “Adivinha quanto de dilatação?” eu respondi com muita esperança: “Dez” Aí ele disse: “Não, sete para oito”. Bom, já era alguma coisa, mas naquele momento minha prioridade era findar a dor que beirava insuportável.

Fui levada para receber a analgesia, mas mais uma vez pra mim demorou uma eternidade para a chegada do anestesista. Durante essa espera, parecia que eu perdi o controle dos meus atos e comecei a gritar desesperadamente. O Dr. Hemmerson ficou ao meu lado e fez o que pode, mas eu não conseguia fazer outra coisa se não gritar. Também lembrei-me de todas as vezes que eu julguei as mulheres de fazerem escândalo no hospital durante o parto. Sempre falei que era exagero e que isso era para aparecer. Meu Deus, me perdoe! Fiz muito pior que aquelas cenas de novela. “Estou pagando língua” disse para o Dr. Hemmerson e explicando o motivo da minha argumentação. Ele achou graça. Continuei na longa espera do anestesista agindo da mesma forma, até que vi a Dra. Quesia na porta. Ela se aproximou com muito jeito e permaneceu ao meu lado e á partir deste momento não saiu mais.. Não sei exatamente se ela chegou antes ou depois do anestesista, mas sei que assim que o vi chegando pedi desesperadamente por ajuda. Após a aplicação, eu fui me acalmando e pude conversar melhor.

Neste meio tempo, meu marido aparecia e sumia e eu não arrisquei a perguntar com medo dele estar passando mal e ficar mais nervosa. Fui acompanhada durante todo o tempo pela Dra. Quesia. Andamos pelo corredor várias vezes, sentamos de cócoras mudamos de posição, tentei o banquinho, recebi massagem e tudo o mais. Fiquei pensando o que fiz para merecer tanto apoio de dois médicos!

Não sei exatamente a hora, mas depois de já ter recebido três doses de anestesia, 10 cm de dilatação, tentar várias posições, estar extremamente cansada e o bebê não ter apontado eu pedi ao Dr. Hemmerson para me fazer uma cesárea. Nunca imaginei pedir por isso, mas infelizmente já estava impraticável. Então o Dr.Hemmerson disse que chamaria meu marido para decidirmos entre três opções: aguardar mais uma hora e tentar o normal, fórceps ou a cesárea. De cara eu já respondi: “Vai a cesárea mesmo.” Neste momento meu marido chegou e ouviu as opções escolhendo igualmente pela cesárea, mas ouviu do sábio Dr. Hemmerson que me mudaria de posição, pois ele achava que ajudaria.

Chegamos ao bloco e o Dr. Hemmerson anunciou que partiríamos para a cesárea e comunicou ao anestesista. Enquanto o anestesista estava fora preparando a anestesia, eis que o Dr. Hemmerson indaga: “Apareceu a cabecinha. Venha ver, pai.” Pegaram um espelho e me mostraram, eu nem acreditei, mas era verdade, estava lá! Então juntei todas as forças para ajudar meu bebê a nascer espontaneamente. Á partir deste momento, não senti mais nenhuma dor. Meu marido foi fundamental nesta hora, pois amparava meu corpo para me dar mais força. Não sei quanto tempo passou, mas o importante foi que às 7h29 ouvi o choro do meu filho que foi colocado imediatamente em meus braços. Estava muito cansada, mas muito feliz para lembrar de alguma dor sentida durante a noite. Parece que meu cérebro só processou o momento á partir do choro do meu filho. Não tenho palavras para expressar o  quanto emocionante é ter um filho nos braços!!!

Eu só tenho a agradecer ao Núcleo Bem Nascer e especialmente ao Dr. Hemmerson que, com toda atenção e carinho, tornou minha gravidez mais maravilhosa ainda, e também a Dra. Quésia, que foi médica, doula e fotógrafa! Todas as vezes que vejo a logomarca do Núcleo sinto uma sensação de extremo bem estar, uma mistura de realização pessoal, carinho, gratidão e paz! Não tenho como pagar os momentos tão lindos proporcionados por vocês!

 

                                 

 

Muito obrigada!!!

Josimara


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