Esther e Matheus

Esther e Matheus

RELATO DO NASCIMENTO DO DANIEL

 

Uma da manha e eu acordo com uma dorzinha que começa na coluna e parece necessidade de urinar. Vou ao banheiro, passa a dor. Daí a pouco, de novo, e de novo...Percebo que estou perdendo líquido...Às três da manhã caiu a ficha: !acho que estou tendo contrações”...Pego o livro “O que esperar quando você está esperando” e vou ler na sala. “Ai meu Deus: contrações irregulares mas com esta perda de líquido...Preciso ligar para o Dr. Marco Aurélio...Mas vou esperar amanhecer, afinal, estou vazando muito lentamente...E ontem eu fui no Dr. Marco e não tinha nem sinal de nada...E estou com 37 semanas...”

Às oito e meia ligo para o Dr. Marcos, que combina de me atender na Maternidade. Eu e Mateus chegamos por volta de 11:00. Confirmada a suspeita: contrações irregulares, 2 cm de dilatação e bolsa rompida. Internação imediata, enquanto aguardamos evolução das contrações.

E tratamento VIP do Dr. Marco: acupuntura, remédios homeopáticos, óleo para massagem...Mas chega o fim da tarde e nada de as contrações evoluírem.

Dr. Marco me colocou no soro com ocitocina. Foi quase imediato: passei de contrações a cada 20 ou 6 minutos (irregulares) para contrações de 2 em 2 minutos. A dor foi ficando insuportável e meu desejo de ter um parto natural se afastando: lá pelas oito da noite pedi a peridural. Pedi não, implorei...

Que alívio, se soubesse que era tão bom assim teria pedido antes...Mas eu já estava exausta...E a dilatação ainda não tinha chegado no ponto...

Após um reforço da peridural e 8 de dilatação, Dr. Marco terminou de romper minha bolsa para ver se o Daniel descia. Mais um pouquinho e a dilatação chegou no ponto: fui para a cadeira de cócoras.

Mas não tinha mais forças, estava morrendo de fome, e depois de meia hora pedi para ir para a cama de parto. Nestas alturas eu já estava quase pedindo uma cesariana, mas o Dr. Marco estava firme e confiante de que eu conseguiria ter um parto normal.

Enfim, às 03:35 da manhã, pesando 3350 gramas, nasce Daniel...Que vontade de chorar de alegria de ver meu filho, mas não tinha forças... A voz se calou na minha garganta...

Me entregaram Daniel no colo, mas ele não quis pegar o seio: estava bem nutrido da minha barriginha...Como eu estava tremendo muito por causa da anestesia, e muito fraca, pedi para o Mateus segurar o filho...

Após ser suturada fui liberada para o apartamento. Daniel foi para o berçário. Eu tinha fome e sede, mas preferi dormir um pouco, e só molhei a boca: estava com medo de ter que fazer xixi depois de ter sido suturada.

O sono veio mas a ansiedade de ter meu filho no quarto foi maior: e quando ele chegou às 09:00 o nosso mundo nunca mais foi o mesmo...

A emoção de ter um filho, um ser sublime que depende totalmente de você, é impossível de ser descrita com palavras. E quando esta coisinha pega o seu peito e suga em busca de alimento, é a melhor coisa do mundo...

Eu só tenho a agradecer a Deus, ao meu marido pelo carinho e apoio constante, e ao Dr. Marco Aurélio pela dedicação, carinho, experiência e apoio e a toda a equipe do Hospital e Maternidade Santa Fé.


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