Danielle

Danielle

O nascimento do Dominique

Tudo começou dia 24/04/09. Por volta de 3:30 da manhã senti uma cólica muito forte e uma água quente entre as pernas. Acordei meu marido e disse que a bolsa tinha estourado. Ele não acreditou, então levantei e mostrei toda a quantidade de líquido que estava saindo. Fui para o banheiro e fiquei nervosa, pois não estava sentindo dor. Então liguei para a minha médica para saber se era normal. Cheguei na maternidade Santa Fé e fui examinada pela médica de plantão, que me disse que eu só tinha 2 cm de dilatação... Então ela disse que provavelmente teria que ser realizada uma cesareana e telefonou para a minha médica Dra.Quésia.

Na hora levei um choque, não conseguia acreditar naquilo, não queria fazer cesareana.

Dra. Quésia chegou e por volta de 06:30h, como não tinha contrações, comecei a receber soro com ocitocina para tentar dilatação para que eu tivesse um parto normal. Ás 10:30h eu não estava mais aguentando a dor (já havia ficado horas embaixo do chuveiro), nada de dilatar... A dor aliviava um pouco mas o colo não dilatava nada... 

 

Então a Dra. Quésia me levou para a sala de parto para que eu recebesse uma anestesia na coluna para aliviar as dores das contrações. 

Fiquei horas e horas aguardando a dilatação. O processo foi muito lento, se não fosse a Dra. Quésia deixar todos os seus compromissos para assistir meu parto, não teria ganhado de parto normal! De hora em hora ela verificava se o bebê estava bem. 

Às 13 h a Dra. Quésia disse que se não dilatasse pelo menos um centímetro teria que fazer cesárea. As horas foram se passando quando finalmente tive a notícia de que eu estava com 8 centímetros de dilatação. Eu e meu marido ficamos aliviados. Levantei da cama e comecei a rebolar, para dilatar mais rápido... Isso já eram 19h...

 Quando completei 10 centímetros fui para a cadeira de parto, onde poderia ficar agachada. O problema é que estava com pouca força nas pernas, por causa da anestesia peridural...  Mas então meu marido e um enfermeiro me ajudaram a ficar agachada.

 Quando vinha a contração eles me ajudavam. Em um certo momento eu já não tinha mais força, eu estava desistindo, mas todos à minha volta me deram o maior apoio. Resisti à dor, ao cansaço e à fome pelo meu filho.

Quando ele nasceu, foi uma emoção tão grande que eu não tenho nem palavras para descrever o que senti. Depois que meu filho nasceu não sentia dor, fome ou cansaço, só a alegria de tê-lo em meus braços, não conseguia pensar em mais nada, só nele. Valeu a pena tudo que passei para ele nascer de parto normal. 

Tenho que agradecer a Deus,  ao meu marido e à Dra. Quésia. Meu marido, que ficou do meu lado todo o tempo me dando força, e  Dra. Quésia, que foi muito dedicada ao meu parto, nunca vou esquecer o que fez por mim.

 


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