Relato de um parto!


2h00 da manhã. Uma pequena cólica.
Será a tal da contração? Não deve ser, é muito fraquinha...
Mas de novo, e de novo, e de novo...
Começou! Acorda papai. Ai meu Deus! Primeiro filho, tudo novo!
Relógio, papel e caneta anotando os intervalos. Durante a madrugada as contrações vinham numa média de 15 minutos. Esperei os intervalos menores para ligar para o meu médico, mas de manhã os intervalos aumentaram.
Marco Aurélio me acalmou dizendo que era normal. Que esperasse os intervalos de 5 minutos.
As 10:00 da manhã os intervalos diminuíram e assim foi até a 15h00, hora em que fui para a maternidade Santa Fé com contrações de 3 em 3 minutos, e 3 cm de dilatação.
Olha...Eu vou falar: QUE CONTRAÇÃO É ESSA?!
Uma experiência única, de trabalho, concentração e força.
A dor vem meu filho... e...respira, que é a única coisa que se pode fazer.
Eu não conseguia me deitar. Melhorava andando e batendo nas paredes.
Nada de gritos. Não queria estragar aquele momento tênue...
Meu maior aliado nesta batalha? O marido? NÃO! O CHUVEIRO MORNINHO.
Tudo de bom sentar, respirar e deixar a água cair em meus ombros.
Pelo amor de Deus! Assim consegui resistir por quase duas horas sem gritos!
Saí do chuveiro porque sentindo menos dor minha conciência ecológica começou a gritar.
Aí ví o poder da água!
17h00. Gritos!!! Não aguento mais chama o Marco Aurélio!
Estou começando a ficar irritada, e não quero estragar este momento tênue...
Isso é que trabalho de parto. Quase 9 cm de dilatação em apenas duas horas.
Vamos para a sala de parto. Tudo caminhando muito bem para um parto natural.
Meu médico pergunta: Quer fazer de cócoras?
De cócoras, de cócegas...de qualquer jeito! quero mesmo é acabar com essa dor!
E assim foi! O anestesista, que não me lembro o nome, só o rosto, me aplicou a quantidade certa de anestesia,
só para aliviar a cólica. Continuei sentindo as contrações, o corpo todo, o necessário para o parto de cócoras.
E em mais duas horas de força e torcida, nasceu Valentina Morales Mafra.
Minha valente que junto comigo trabalhou o tempo tempo.
Fizemos o trabalho juntas. Uma dava força para a outra.Nossa primeira batalha!
Depois do parto e de toda emoção, a fome de leão.Eu estava nova e preparada para mais outra.
Tomei um sucão de frutas vermelhas e comi uma pizza do Parada do Cardoso.
A recuperação foi fácil e tranquila. Assim como minha doce Valentina.
Ps:Não posso deixar de agradecer os coadjuvantes desse parto, que apesar de não serem as estrelas dessa história, deram a maior força: papai, vovó e dindinha, Marco Aurélio e toda equipe do Santa Fé!
Adriana Morales, Tiago e Valentina.